Massacre dos Kaingang em Pitanga – PR, um conflito atrelado a ideologia do branqueamento e a expansão do capital sobre os territórios indígenas

Cleverson Gonçalves, Nilson Cesar Fraga, Mateus Galvão Cavatorta

Resumo


As primeiras décadas do século XX foram de extrema importância para a formação do atual tecido social brasileiro, este período é marcado pela procura da auto afirmação brasileira enquanto estado-nação, buscava-se o perfil ideal de sociedade que iria constituir-se como brasileira, e nesse perfil os indígenas não estavam inclusos. Atrela-se a isso a expansão do capital para o interior do país, buscando novas terras para dar uma utilização capitalista a essas. Foi nesse contexto que ocorreu a chacina contra os índios Kaingang em 1923 na então Vila da Serra da Pitanga, hoje munícipio de Pitanga – PR, sendo essa chacina marcada pela exurpação do território indígena com objetivos capitalistas. História essa, contada e escrita na grande maioria através do senso comum, e carregado de preconceito, é a história contada pelo vencedor, por uma elite que se formou com base na concentração de terra, e essa apropriação fundiária ocorrendo em um curto período pós-conflito.


Palavras-chave


Chacina de 1923; Pitanga – PR; Kaingang, Ideologia do Branqueamento; Territórios Indígenas

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-4842.2015v18n1p81



Serviço Social em Revista

E-ISSN: 1679-4842

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