Cofinanciamento das Políticas Sociais no Contexto do Federalismo Brasileiro do Século XXI

Evilasio Salvador

Resumo


O arranjo federativo pós-­?Constituição de 1988 vem indicando a maior responsabilidade das unidades federativas e dos munícipios na execução das políticas sociais, ao mesmo tempo em que se conferiu maior autonomia na arrecadação tributária. A partir dos anos 2000, as novas regulamentações das políticas sociais nas áreas de educação, saúde e assistência social vem exigindo um maior esforço de recursos orçamentários dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, sem a criação ou aporte de receitas fiscais adicionais. Nas políticas sociais, importantes mudanças legislativas marcam a primeira década do século XXI no Brasil com implicações diretas no arranjo federativo e por consequência no cofinanciamento das políticas sociais. O objetivo principal do artigo é analisar o montante de recursos aplicados pela União, estados, DF e municípios nas funções orçamentárias: assistência social, saúde e educação, no período de 2002 a 2012, evidenciando o confinaciamento dessas políticas sociais. Assim como, o de identificar alguns obstáculos criados pelo ajuste fiscal em curso no país para expansão do cofinanciamento das políticas sociais.


Palavras-chave


Confinanciamento;Federalismo;Políticas Sociais.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-4842.2014v17n1p178



Serviço Social em Revista

E-ISSN: 1679-4842

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