Política Social, Estado e Sociedade: Reflexões sobre a Política de Saúde Mental

Sofia Laurentino, simone de jesus guimarães

Resumo


Este artigo tem como objetivo realizar um debate histórico, teórico e crítico sobre a Saúde Mental, enquanto política social, resultante da relação dialética entre Estado e sociedade civil. A metodologia adotada é de caráter qualitativo, consistindo em revisão bibliográfica e reflexiva, através da qual se procura avaliar posições de diversos autores sobre o tema. Far-se-á uma discussão da construção histórica da política de Saúde Mental no Brasil, ressaltando a presença de diversos movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental, o Movimento de Reforma Sanitária, o Movimento de Reforma Psiquiátrica e o Movimento de Luta Antimanicomial. Assim, verifica-se que a sociedade tem grande capacidade de lutar por políticas sociais efetivas, de forma a amenizar as consequências destrutivas do capitalismo. Conclui-se que, apesar da política social não ser capaz de superar a ordem social vigente, ela inclui mudanças significativas no reconhecimento e garantia de direitos à população destituída da riqueza e poder na sociedade.


Palavras-chave


Política Social; Saúde Mental; Estado e Sociedade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-4842.2014v16n2p80



Serviço Social em Revista

E-ISSN: 1679-4842

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