Novos atores e repertórios de ação no movimento pelos direitos do adolescente: repensando a institucionalização

Maria do Carmo Albuquerque

Resumo


A “institucionalização” dos movimentos sociais tem sido associada a problemas como o corporativismo e a cooptação, tanto pela literatura como por atores que os integram. Estes problemas são apontados como ameaças à autonomia e à novidade atribuídas aos movimentos no processo de reconstrução e aprofundamento da democracia no Brasil. No entanto, à medida que cresce a institucionalização democrática, os atores institucionais e os formatos institucionais de ação estão cada vez mais presentes nos movimentos. O Movimento pelos Direitos da Criança e do Adolescente atua na criação e controle social de políticas públicas, destacando-se os seus repertórios de ação institucional. Com as tendências atuais de contratação de organizações sociais para a prestação de serviços, o Movimento vem incluindo numerosas entidades conveniadas com o Estado, especialmente na política socioeducativa em meio aberto. O artigo analisa atores que integram o Movimento pelos Direitos da Criança e Adolescente em São Paulo e se soma a esforços que buscam analisar a ação institucional dos movimentos sociais no Brasil, identificando alguns dos dilemas e desafios atuais ligados a esta atuação.


Palavras-chave


Movimento Social; Repertórios de ação; Institucionalização; Cooptação; Direitos da criança e adolescente; Adolescente em conflito com a lei; Controle social; Política socioeducativa

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-4842.2012v15n1p166



Serviço Social em Revista

E-ISSN: 1679-4842

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