Ênfase prosódica e variação (socio)linguística

Carlos Alexandre Victorio Gonçalves

Resumo


Neste artigo, meu principal objetivo é discutir a relação ênfase/variação, analisando, mais precisamente, três trabalhos sobre fenômenos de variação lingüística no português contemporaneamente falado no Rio de Janeiro: (a) o de Fausto (1992), cuja análise se baseia no fenômeno da assimilação -ndo/-no (cf. ‘falando’/‘falano’, por exemplo); (b) o de Gonçalves (1993), sobre os processos de inserção (prótese) e cancelamento (aférese) de [a] em início de vocábulos (como em ‘atropeçar’ e ‘cabar’, respectivamente); e (c) o de Brunner (1995), que trata das estratégias de intensificação utilizadas em português. Todos os três partem da Teoria da Variação Sociolingüística (cf. Labov, 1966 e 1972), buscando estabelecer, portanto, grupos de fatores lingüísticos e extralingüísticos que possam constituir condicionamentos para a aplicação ou não-aplicação de uma regra variável.


Palavras-chave


Ênfase Prosódica; Variação Linguística; Português Brasileiro.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.1998v1n1p73



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ISSN: 2237-4876