Ensino de língua portuguesa – novos parâmetros, novos paradigmas. Nova realidade?

Durvali Emilio Fregonezi

Resumo


Os estudos de linguagem passam desde a segunda metade do século por uma mudança de paradigmas. Os estudos textuais e discursivos dominam a cena das pesquisas e dos trabalhos lingüísticos. É fácil perceber o domínio pleno do novo enfoque através de uma simples análise das publicações e da programação dos eventos científicos da área. Os enfoques enunciativos em suas mais diversas manifestações são o foco principal das discussões nesse final de século. Dentre as “disciplinas lingüísticas” em destaque estão as teorias semióticas, principalmente as derivadas das descobertas de Gréimas e as “análises do discurso”, entre nós as mais desenvolvidas as de linha francesa, com base em Pêcheux. Criou-se entre os próprios estudiosos da linguagem uma divisão: uma linha dos chamados “lingüistas” que ainda pensam que os estudos lingüísticos são aqueles dedicados à análise e descrição do sistema. Entre esses há um sério questionamento: o texto e o discurso fazem parte da ciência lingüística? Por outro lado, colocam-se os “analistas do discurso”, para quem, os estudos de linguagem só alcançam seus objetivos, sua abrangência quando considerados sob o prisma discursivo. As descobertas e os avanços dos estudos discursivos, infelizmente, ficam restritos à academia, não alcançando ainda aqueles que trabalham com o ensino da linguagem.


Palavras-chave


Ensino da linguagem; Estudos lingüísticos; Analistas do discurso.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2000v3n1p5



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