A construção de um Atlas Linguístico do Brasil: o percurso do ALiB

Jacyra Andrade Mota, Suzana Alice Marcelino Cardoso

Resumo


Uma dentre as dificuldades que se interpõem na construção de um atlas linguístico diz respeito ao tempo despendido na execução da obra. Partindo-se de considerações dessa natureza e pensando-se no atlas linguístico do Brasil, algumas questões se põem: Como é fazer-se um atlas de um país continental? Como é lidar com as distâncias numa terra de tamanha amplitude? Como se pode estabelecer um tempo para fazer-se um atlas dessas proporções sem a segurança da continuidade de verbas provindas de um sistema de fomento à pesquisa? O Projeto ALiB, previsto para se desenvolver em quatro grandes etapas, segue princípios metodológicos fixados pelo Comitê Nacional, entre 1996 e 2002, que estabelecem o perfil e o número de informantes, a rede de pontos e os tipos de questionário a serem utilizados na constituição do corpus. Desses critérios dá-se conta, salientando-se o saldo altamente positivo que a construção do ALiB vem propiciando à Geolinguística no Brasil, particularmente na implementação de inúmeros trabalhos nessa área, o que justifica a proposta de uma quarta fase (CARDOSO; MOTA, 2006) para a história da Dialectologia Brasileira, marcada também pela incorporação de outros parâmetros, além do diatópico, configurando a Dialectologia Pluridimensional.

 


Palavras-chave


Dialectologia; Geolinguística; Português do Brasil; Metodologia dialetal.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2009v12n1p237



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