A parassinonímia em atlas linguísticos regionais brasileiros

Maria do Socorro Silva Aragão

Resumo


Este trabalho procura buscar, na literatura especializada, resposta à questão: os itens lexicais dos Atlas Linguísticos constituem parassinônimos? Após a leitura de vários autores das áreas de semântica, semiótica, lexicologia e lexicografia, com diferentes visões sobre o tema, chegamos à conclusão, concordando com esses autores, de que a questão da sinonímia é uma questão de gradação e de variação quer linguística, quer extralinguística, e que não há sinônimo perfeito, uma vez que o semema de nenhum item lexical recobre totalmente o semema de outro item. Como corpus para essa análise utilizamos cinco dos Atlas Linguísticos Regionais do Brasil, publicados: Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Sergipe e Paraná. Para nossa análise trabalhamos com itens lexicais de algumas cartas léxicas dos campos semânticos “fenômenos atmosféricos”, “o corpo humano” e “cultura e convívio”, dos cinco Atlas brasileiros publicados. Respondendo à questão inicial, se os itens lexicais dos Atlas Linguísticos são parassinônimos, estamos seguros que sim, que cada um deles, apesar de terem os mesmos semas genéricos, seus semas específicos e virtuais recobrem realidades geográficas regionais diferentes, que se constituem em subsistemas marcados pela variação diatópica, já que diastraticamente as marcas da variação social: faixa etária, sexo e nível de escolarização, têm características semelhantes ou iguais, o que contraria a visão de alguns autores da área.

Palavras-chave


Parassinônimos; Itens lexicais; Atlas linguísticos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2009v12n1p65



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