A reescritura de textos no ensino superior: uma análise de operações linguístico-discursivas da crítica genética

Lidiane de Morais Diógenes Bezerra

Resumo


Neste artigo, analisaremos o trabalho com a reescritura no ensino superior, no que se refere às operações utilizadas, bem como aos sentidos produzidos a partir das alterações executadas nos textos. Nossa discussão teórica está fundamentada em uma concepção de produção de texto enquanto “atividade verbal”, na qual lidamos com duas figuras distintas – Escritor Ativo e Leitor Interno (MARCUSCHI, 2008; SAUTCHUK, 2003). Recorremos, ainda, aos conceitos advindos da Crítica Genética, que se ocupa da relação entre texto e gênese (HAY, [1975]2002; DE BIASI, [2000]2010; GRÉSILLON, [1990]2008; [1992]2002; SALLES, 2008). A metodologia desta pesquisa é qualitativa e utiliza procedimentos etnográficos. Os dados foram coletados em uma sala de aula do 1º período do curso de licenciatura em Letras, da UERN, campus de Pau dos Ferros, e serão analisados a partir das operações linguísticas identificadas pela gramática gerativa e retomadas por Lebrave e Grésillon (2009). Pudemos confirmar que a reescritura vem mostrar-se como uma atividade de extrema importância para o processo da escrita. A substituição foi a operação mais utilizada, o que pode ser explicado pelo fato de a substituição, de acordo com o que propõe a Crítica Genética, constituir a origem de toda rasura.

Palavras-chave


Reescritura; Ensino Superior; Crítica Genética.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2017v20n2p151



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