“Tenho 8% de gordura”: processos de subjetivação da celebridade sob a moral da boa forma

Francisco Vieira da Silva, Francisco Freitas Leite

Resumo


Nosso intuito neste artigo consiste em apreender o funcionamento de discursos midiáticos em torno do corpo da celebridade, para descrevermos os modos através dos quais o sujeito celebridade é constituído, na relação com o corpo e com saberes e práticas que emergem dessa relação. Para tanto, tomamos como subsídio teórico as reflexões de Michel Foucault acerca do corpo, observado num viés discursivo. As materialidades de análise constituem-se de notícias veiculadas no site Ego. No exame dessas notícias, demonstramos que o sujeito celebridade subjetiva-se a partir de práticas e saberes que incidem sobre a construção de um corpo torneado sob a moral de forma e, ao mesmo tempo, utiliza-se desses discursos como possibilidades para permanecerem sob a órbita do aparato midático. Além disso, do discurso da celebridade emergem marcas linguístico-enunciativas referentes a índices e taxas de gordura, quantidade de exercícios físicos e de treinamento, tratamentos nutricionais e dietas peculiares, entre outros aspectos, responsáveis por enxertar esse corpo sob os limites de uma moral da boa forma, de uma ascética que privilegia a exibição de formas físicas magras, torneadas e atléticas. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2017v20n1p56



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ISSN: 2237-4876