A significação e o sentido do corpo orgástico no cinema pornô

Odair José Moreira da Silva

Resumo


No início dos anos 1970, três filmes fundaram um modo determinante para a representação das relações sexuais nas telas dos cinemas: Garganta profunda (1972); O diabo na carne de Miss Jones (1973); e Atrás da porta verde (1972). Nesses filmes, a insatisfação, a inocência, a curiosidade, e a incompletude, entendidas como percursos temáticos abstratos, ganham concretude pelo procedimento da figurativização dos corpos femininos instalados no enunciado fílmico, imersos em uma busca, voluntária ou não, da completude carnal. Para a semiótica francesa, a figurativização é um processo importante na fundamentação de um discurso qualquer: trata-se de um procedimento semântico em que conteúdos percebidos como mais “concretos” recobrem os percursos temáticos mais “abstratos”. Nosso propósito é verificar, por meio da semiótica discursiva, como tais percursos temáticos abstratos são concretizados, figurativizados para transmitir um efeito de sentido pretendido pelo enunciador, além de investigar a representação do corpo projetada no texto fílmico. A partir desses três filmes do erotismo em excesso, o cinema erótico hardcore, pretendemos lançar as bases para a fundação de uma semiótica da representação sexual no cinema pornô, cuja figurativização do corpo em êxtase, no enunciado, torna-se ponto crucial para o estabelecimento desse gênero de filme.

Palavras-chave


Corpo e sentido. Figurativização. Cinema pornô.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2013v16n1p149



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