Alternativas metodológicas para o estudo da anáfora conceitual

Mahayana C. Godoy, Edson Françozo, Angélica Ferreira

Resumo


O presente artigo pretende investigar os processos de resolução de pronomes plurais e singulares nos casos em que seu antecedente é um termo coletivo (e.g., “o time”). A justificativa principal para o estudo desse tema – que já foi abordado extensivamente por outros autores (e.g., OAKHILL et al., 1992, FARIAS et al., 2012) – é propor uma alternativa metodológica que dê conta de explicar os diferentes resultados obtidos por trabalhos prévios. Além disso, buscamos compreender as características semânticas dos termos coletivos que podem influenciar a resolução pronominal, um tópico consistentemente negligenciado pelos autores que se dedicaram ao tema. Com esses objetivos, desenvolvemos um experimento de leitura por meio de rastreamento ocular em que comparamos (a) o processamento de pronomes plurais e singulares; (b) a influência de predicações institucionais e distributivas do termo coletivo na resolução pronominal. Corroborando os primeiros resultados obtidos sobre o tema (OAKHILL et al., 1992; CARREIRAS E GERNSBACHER, 1992), identificamos uma facilidade em processar o pronome plural comparativamente ao pronome singular. Por fim, concluímos que a predicação atribuída ao termo coletivo é capaz de influenciar as diferenças observadas na facilidade de processamento do pronome plural frente ao pronome singular.

Palavras-chave


Resolução Pronominal. Termos Coletivos. Anáfora Conceitual.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2013v16n2p125



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