“Nem sempre a língua que eu falo é a que eles entendem” – crenças sobre o ensino de inglês com adolescentes de escola pública

Fernando Silvério de Lima, Edcleia Aparecida Basso

Resumo


Neste artigo analisamos as crenças de uma professora de inglês no seu primeiro ano de trabalho em uma escola pública com uma turma de adolescentes. Os dados foram gerados a partir de uma entrevista gravada e transcrita para uma análise qualitativa. Com base em referenciais teóricos e estudos encontrados na Linguística Aplicada, na Psicologia e na Educação, as crenças foram analisadas considerando as experiências sobre o ensino de inglês com adolescentes e o ensino no contexto de escola pública. Os dados apontam para um distanciamento entre alunos e professora, marcado, sobretudo, por dois tipos de desencontros: a dificuldade em compreender e ser compreendida pelo aluno adolescente e a dificuldade que sentiu ao ter que aliar o conhecimento teórico do curso de Letras com sua prática em sala de aula. A respeito do ensino de uma nova língua na escola pública, a professora entrevistada não acredita ser possível ensinar inglês de maneira efetiva e plena, entendendo aqui o uso, principalmente, da modalidade oral, por diversos fatores internos e externos à sala de aula, tais como desmotivação dos alunos, número excessivo de alunos por turma e lacunas em sua formação inicial.

Palavras-chave


Crenças; Escola Pública; Alunos adolescentes

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2014v17n2p65



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ISSN: 2237-4876