A assimetria do quadro vocálico em contexto postônico não final: aspectos diacrônicos e realidades sincrônicas

Alessandra De Paula, Silvia Figueiredo Brandão

Resumo


Neste artigo, discute-se o quadro vocálico em sílaba postônica não final, partindo da proposta assimétrica de Câmara Jr (1970) – que, nesse contexto, postula a ocorrência, de quatro fonemas – e levando em conta, ainda, a proposta de Bisol (2003), segundo a qual, nele se implementaria um sistema ora de cinco ora de três vogais, típicos, respectivamente, dos contextos pretônico e postônico final. Busca-se não só evidenciar que a assimetria (a instabilidade) do contexto postônico não final pode ser observada em outros estágios do Português, mas também que ele ainda vigora no âmbito da fala culta carioca. Para tanto, recorre-se a trabalhos que focalizam o vocalismo do ponto de vista histórico; expõem-se os resultados de pesquisa desenvolvida segundo a perspectiva da Sociolinguística Variacionista, com base em corpora representativos das variedades culta e popular da fala da cidade do Rio de Janeiro e comentam-se estudos sobre o tema no âmbito de outros dialetos brasileiros. Ao final, indicam-se os diferentes fatores que parecem atuar para a variação das médias nesse contexto.

Palavras-chave


Vogais médias postônicas não finais. Alteamento. Variação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/2237-4876.2012v15n1p129



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