Tédio e inautenticidade nos dias atuais: uma análise psicanalítica e social

Aline Vilarinho Montezi

Resumo


O presente trabalho tem como objetivo discutir a questão do tédio, levando em consideração que a sociedade contemporânea, marcada pela exploração desumana do trabalho, supressão da subjetividade e autenticidade, vazio, falta de referências e fragilidade dos vínculos tem produzido aquilo que denominamos como “patologias do vazio”. Para tal, foi utilizada uma vinheta clínica na qual foi narrado um caso em que o tédio, dentre outras manifestações, se apresentava constantemente e, logo após, foram tecidas considerações à luz da teoria histórico-cultural e da Psicanálise. Concluiu-se que o tédio adquire caráter ambivalente tanto por se constituir enquanto uma defesa que, ao se manifestar, comunica o movimento da busca de si mesmo, como por denunciar o sofrimento das pessoas por viverem em um cotidiano empobrecido, mecanizado, preenchido por tarefas a cumprir e estímulos. Debruçar-se sobre o tema é imprescindível, não só do ponto de vista social, mas também para a clínica que, muitas vezes enfrenta os limites de sofrimentos tão complexos demandando uma postura flexível do terapeuta.

Palavras-chave


Tédio; Sociedade Contemporânea; Psicanálise; Patologias do vazio

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2017v38n2p203

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

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E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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