Teoria psicanalítica, sexo e gênero: articulações em uma perspectiva anti-essencialista

João Eduardo Torrecillas Sartori, Alexandre Mantovani

Resumo


O presente artigo discute contribuições psicanalíticas aos estudos sobre sexualidade e gênero. A teoria psicanalítica freudiana recebeu diversas críticas por parte dos teóricos de estudos de gênero que reconheceram, nas hipóteses aventadas por Freud, atitudes reducionistas e deterministas. Todavia, Freud foi um dos primeiros autores a propor leituras sobre a sexualidade que, justamente, evitavam tanto o reducionismo no entendimento de certas práticas sexuais – deixando de considerá-las sob uma perspectiva psicopatológica –, quanto a consideração segundo a qual haveria uma pré-determinação na sexualidade e nos gêneros, em termos biológicos. Com base no estudo histórico-epistemológico sobre o tema da sexualidade na psicanálise e na análise de um caso clínico freudiano, propõe-se uma leitura anti-essencialista que evita reducionismos no entendimento de questões referentes à subjetivação e privilegia o entendimento da subjetividade inscrita no domínio sociocultural.

Palavras-chave


Psicanálise; Gênero; Cultura; Sexualidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2016v37n2p181

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

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E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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