Pesquisa qualitativa em psicologia: o pesquisador bricoleur e o pesquisador máquina

Elisangela Barboza Fernandes, Eduardo de Carvalho Martins

Resumo


Este artigo discute como no campo das ciências sociais o fazer pesquisar encontra-se, por vezes, demasiado preso a procedimentos e distante de criatividade, refletindo em uma menor capacidade de abordar o fenômeno estudado. Na busca de objetividade, a psicologia assumiu a experimentação como a forma ideal de pesquisar, com decorrente desvalorização de abordagens interpretativas, incorrendo no risco de limitar-se ao estudo de fenômenos que não atingem aspectos centrais de seu objeto. A discussão é realizada por meio de estudo bibliográfico e análise conceitual em torno da contraposição de dois tipos de posturas do pesquisador: pesquisador máquina, na perspectiva de Becker (1977), e pesquisador bricoleur ou conversador, expressões emprestadas, respectivamente, de Denzin e Lincoln (2006) e de Spink (2008). Conclui-se que sobre a base de uma formação sólida, o pesquisador pode desprender-se da formalização técnica e criar, conforme o fenômeno e o contexto estudados exigirem. Dessa maneira, pode-se afirmar que a postura bricoleur melhor responde às condições da pesquisa qualitativa no campo das ciências sociais.

Palavras-chave


Pesquisa qualitativa; Pesquisador máquina; Pesquisador bricoleur; Psicologia; Objetividade.

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Semina, Ciênc. Soc. Hum.

email: seminahumanas@uel.br
E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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