Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior: agente regulador do campo da pós-graduação stricto sensu no Brasil

Rogerio Junior Boratim

Resumo


O presente artigo tem o propósito de apresentar uma reflexão sociológica sobre a atuação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) como o agente regulador que institucionalizou o campo da pós-graduação no Brasil junto às Universidades públicas. As premissas metodológicas e teóricas utilizadas sustentam-se na teoria do campo científico de Pierre Bourdieu e procuram demonstrar que a CAPES como ente político vinculado ao governo federal intermediou e legitimou a participação dos docentes-pesquisadores detentores de maior capital simbólico (reconhecimento científico entre os pares-concorrentes), conferindo-lhes a prerrogativa de definir as regras para a avaliação e para o financiamento da Pós-Graduação Stricto sensu. Não obstante, estes legítimos mutuários (dominantes) do campo da pós-graduação, consolidaram um sistema meritocrático amalgamado pelo produtivismo acadêmico, instaurando no âmbito das universidades uma cultura performática que traz a reboque o individualismo, o utilitarismo e a precarização do trabalho e das relações no campo universitário.

Palavras-chave


Capital simbólico; Produtivismo acadêmico; Avaliação. Precarização

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0383.2014v35n2p49

Semina, Ciênc. Soc. Hum.

email: seminahumanas@uel.br
E-ISSN: 1679-0383

DOI: 10.5433/1679-0383


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