Efeito do treinamento muscular respiratório em pacientes submetidos à colecistectomia

Claudiane Pedro Rodrigues, Nair Simone de Toledo Costa, Luiz Antonio Alves, Cristiane Golias Gonçalves

Resumo


As cirurgias abdominais altas, como as colecistectomias, tendem a evoluir no pós operatório com distúrbios ventilatórios restritivos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a evolução da força muscular inspiratória após o treinamento da musculatura respiratória, por meio do uso de aparelho com carga linear pressórica em pacientes submetidos à colecistectomia convencional. Foram estudados 10 pacientes do sexo feminino, com indicação de colecistectomia, e elas realizaram avaliação da força muscular inspiratória através da medida da Pressão Inspiratória Máxima (PImáx). Deles, seis foram avaliados no pré e pós-operatório (G1 – grupo 1) e realizaram o Treinamento Muscular Respiratório (TMR) com uso do Theshold® (2 vezes ao dia no 1º e no 2º pós-operatório utilizando 40% da PImáx), e quatro pacientes foram acompanhados no pós-operátorio como grupo controle (G2 – grupo 2). Os resultados indicam que, apesar da diminuição da PImáx no pós-operatório, houve recuperação da força muscular inspiratória já no primeiro dia de TRM, de 36,7 ± 13,7 cmH2O para 48,0 ± 13,7 cmH2O e este aumento foi estatisticamente significante (p<0,05), o que não ocorreu no grupo controle. Conclui-se que há uma redução na força muscular respiratória após colecistectomia e que o TMR foi satisfatório na melhora de força muscular respiratória.

Palavras-chave


Colecistectomia; Treinamento muscular respiratório; Fisioterapia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2010v31n2p137

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