Escovação dentária e o risco de fluorose em crianças

Henrique Kunio Sato, Célia Cristina Formaziero, Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter

Resumo


O presente estudo verificou que a média de ingestão de pasta dental usada é baixa, variando de 119 a 226 mg. Com base nesses achados, verificamos que o consumo de flúor é relativamente alto e proporcional à concentração de flúor nas pastas existentes no mercado, e que o risco de overdose crônica varia na relação não só do flúor da pasta, como também da frequência de escovação e do flúor no Sistema Público das Águas de Abastecimento. Conclui-se que para até 2 escovações/dia, as pastas de até 1200 PPM não apresentam nenhum risco para as crianças que vivem em cidades sem flúor nas águas, mas que já apresentam problemas para aquelas que vivem em cidades com flúor. Os demais resultados analisados, tanto pela tabela de suplementação da Associação Dentária Americana (ADA), 1995, como pela dose ideal de flúor/peso/dia (STEWART et al., 1982), mostram que as pastas de 1450 e 1500 PPM não podem ser usadas em crianças de 2 a 5 anos, pois a ingestão do flúor via pasta dental ultrapassa o limite de segurança. Talvez este seja um dos (atores que tenha contribuído para o aparecimento de fluorose dentária questionável ou leve na nossa população.



Palavras-chave


Flúor; Fluorose; Escovação Dentária; Pasta Dental; Ingestão de Flúor; Crianças.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.1997v18n1p07

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