Papel do gosto e do cheiro no controle do comportamento alimentar de ratos privados e não privados

Ari Bassi do Nascimento, Dione de Rezende, Silvia Regina de Souza, Anna Paula Florenzano

Resumo


Nesse experimento utilizou-se como sujeitos 24 ratos wistar que foram divididos em 4 grupos; não-privados e privados de 25, 50 e 75% da quantidade de ração diariamente, com 6 sujeitos em cada grupo. Os ratos receberam diariamete, durante 20 min., uma proveta contendo "leite condensado". Durante as 5 sessões de linha de base registrou-se a quantidade de solução ingerida pelos sujeitos dos 4 grupos. Na sexta sessão administrou-se tetracaina (anestésico tópico) na boca e no nariz de todos os ratos e mediu-se a ingestão de "leite condensado". Os resultados mostraram que o consumo de solução do grupo controle caiu 50% em relação à linha de base. Nos grupos privados, a supressão da ingestão parece ter sido dependente do grau de privação a que os ratos foram submetidos. Mas o grupo privado de 75% de ração diariamente não apresentou nenhuma redução da ingestão. Isso sugere que sob uma condição de privação severa, os efeitos do gosto e do cheiro exercem pouco ou nenhum, controle sobre o comportamento alimentar. Esses resultados sugerem que o comportamento alimentar pode ser mediado por mecanismos regulatórios e hedônicos. Esses últimos parecem estar ausentes no caso de uma privação severa.



Palavras-chave


Gosto; Cheiro; Hedânico; Tetracaína; Motivação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.1990v11n2p101

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