Comparação entre parâmetros abióticos e a estrutura florestal de um fragmento de floresta e um reflorestamento abandonado de eucalipto (Eucalyptus saligna Smith) no parque ecológico da Klabin, Telêmaco Borba/PR

Valéria Teodoro da Silva, Paulo Souza Medri, Talita Parpinelli Ferracin, Edmilson Bianchini, José Marcelo Domingues Torezan, José Antonio Pimenta

Resumo


A estrutura florestal tem impacto direto sobre o microclima, e é importante para a continuidade dos processos sucessionais e para o restabelecimento dos processos do ecossistema. Estudos acerca da estrutura florestal são importantes para auxiliar as ações de restauração ecológica, melhorando a sua aplicação. Visando comparar duas formações florestais, sendo uma delas um fragmento florestal secundário e a outra uma área abandonada de reflorestamento com eucalipto, neste trabalho foram avaliados alguns parâmetros abióticos, bem como a estrutura florestal das áreas. Dentre os fatores abióticos estudados estão: temperatura e umidade relativa do ar, compactação, umidade e pH do solo e espessura da serapilheira. Para analisar a estrutura florestal, foram avaliados: cobertura de herbáceas sobre o solo, índice de cobertura do dossel, diâmetro a altura do peito (DAP), área basal (AB) e altura das árvores de todas as espécies. Entre os parâmetros analisados, comparando-se as áreas, foram observadas que: a compactação do solo é maior na floresta secundária (0,57 MPa) do que no reflorestamento de eucalipto (0,43 MPa); a presença de herbáceas sobre o solo é menor no reflorestamento de eucalipto (17,96%) do que na floresta secundária (59,4%); o índice de cobertura do dossel foi de 45,99% para o reflorestamento de eucalipto, enquanto na floresta secundária este valor foi de 61,02%. No entanto, de acordo com o teste de Kolmogorov-Smirnov, a estrutura florestal não é diferente entre as áreas, já que os valores de DAP e altura não diferiram entre o calculado e o observado.



Palavras-chave


Altura; Cobertura do dossel; Diâmetro do caule; Floresta Secundária; Regeneração; Serapilheira.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2010v31n1p37

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