Ação do extrato de própolis nas Leishmaniose

Julie Massayo Maeda Oda, Thiago Cezar Fujita, Amanda de Fáveri Pitz, Marlusa Karlen Amarante, Ionice Felipe, Halha Ostrensky Saridakis, José Mauricio Sforcin, Maria Angelica Ehara Watanabe, Ivete Conchon Costa

Resumo


A leishmaniose causa mortalidade e morbidade em mais de 80 países e caracteriza-se como uma doença parasitária com diversas manifestações, por isso constitui um sério problema de saúde pública. No Novo Mundo ocorre a Leishmaniose Visceral (LV) e Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA). A LTA é considerada uma enfermidade polimórfica, espectral da pele e das mucosas, agrupada em diferentes formas clínicas: a leishmaniose cutânea, a cutaneomucosa e a cutânea difusa. A Organização Mundial da Saúde recomenda os antimoniais pentavalentes como drogas de primeira escolha no tratamento da leishmaniose. Entretanto, devido aos efeitos indesejados dessas drogas, tem sido proposto o estudo para o desenvolvimento de novos fármacos para seu tratamento. Assim, tem-se investigado o uso da própolis, visto que está relacionada a muitas atividades biológicas, como antibacteriana, antifúngica, antiulcerativa, antiviral, antiprotozoária, antiinflamatória, hepatoprotetora, antioxidante, antitumoral, entre outras. Estudos recentes mostraram que a própolis verde ativa macrófagos e estimula os linfócitos B a produzirem anticorpos. A própolis tem demonstrado potencial atividade leishmanicida, por diminuir o diâmetro das lesões, causar alterações morfológicas nas formas promastigotas ou ainda por melhorar a resposta imunológica frente às Leishmanias, ativando macrófagos.Portanto, o objetivo deste trabalho foi relatar as principais atividades leishmanicidas da própolis, por meio de pesquisa bibliográfica eletrônica no PubMed e Scielo durante o ano de 2009.


Palavras-chave


Leishmaniose; Própolis; Ação antiprotozoária.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2011v32n1p111

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