Glutationa S-transferase M1 (GSTM-1): distribuição étnica e relação com câncer

Roberta Losi Guembarovski, Ilce Mara de Syllos Cólus

Resumo


Os seres humanos apresentam diferenças individuais quanto ao risco de desenvolver câncer. Tais diferenças são provenientes, entre outros fatores, da capacidade geneticamente determinada dos organismos, desde bactérias até o homem, em ativar e detoxificar os carcinógenos. Assim sendo, a associação entre alelos específicos de genes responsáveis pela metabolização de compostos químicos e o risco aumentado ao desenvolvimento de tumores, se deve à existência de múltiplos passos enzimáticos no metabolismo, que podem resultar na ativação ou detoxificação de xenobióticos. O maior grupo de genes de detoxificação já descritos até o momento envolve a grande família das enzimas Glutationa S-transferases (GSTs). O gene GSTM-1, que faz parte desta família, é polimórfico na população e ocorre em cerca de 30-50% dos indivíduos, dependendo do grupo étnico a que pertencem. Em diversos trabalhos descritos na literatura, o gene GSTM-1 vem sendo freqüentemente associado a um risco elevado de desenvolvimento de diversos tipos de tumores, principalmente o câncer de pulmão, o que torna de grande importância a determinação da freqüência deste gene nas diferentes populações, buscando a identificação de marcadores de susceptibilidade ao câncer.

 

 


Palavras-chave


GSTM-1; Câncer; Grupos étnicos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2001v22n1p3

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