Obesidade centrípeta e disfunções metabólicas: patogenia, mensuração e papel profilático do exercício físico

José Luciano Tavares da Silva, Dartagnan Pinto Guedes, Décio Sabattini Barbosa, Jair Aparecido de Oliveira, Joana E. Ribeiro Pinto Guedes

Resumo


pesar do excesso de gordura no corpo ser considerado como fator de risco independente para o advento de disfunções degenerativas, a concentração de gordura localizada na região do tronco e do abdome e, principalmente, aquela disposta na região intra-abdominal ou visceral é a que apresenta maior associação com distúrbios metabólicos. A concentração de gordura centrípeta constitui-se em nítido fator de risco para a chamada síndrome metabólica, também conhecida como síndrome plurimetabólica ou simplesmente “síndrome X”. Tal síndrome caracteriza-se por uma gama de disfunções endócrinometabólicas, induzindo seu portador a queda acentuada da qualidade de vida, devido a morbi-mortalidade decorrente. A prevalência da obesidade visceral e possíveis conseqüências degenerativas aparentam ser resultantes principalmente de distúrbios genéticos e endócrinos, podendo o diagnóstico ser realizado por intermédio de estimativas mediante medidas antropométricas ou por métodos de diagnóstico por imagem. Dentre os meios utilizados para a prevenção e tratamento dos altos níveis de adiposidade centrípeta, balanço energético negativo mediante reeducação alimentar e exercício físico demonstram alta eficiência, podendo a gordura localizada no tronco e no abdome, e principalmente a gordura visceral serem mobilizadas preferencialmente como fonte energética ao se confrontar com a gordura localizada em outras regiões do corpo. No que diz respeito ao exercício físico, não se observa consenso com relação ao tipo, à intensidade, à freqüência e à duração ideais, apesar de os exercícios aeróbios demonstrarem ser os mais efetivos.

 

 


Palavras-chave


Obesidade Centrípeta; Disfunções Metabólicas; Exercício Físico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2002v23n1p49

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