Prevalência de medicamentos utilizados por portadores de retardo mental da APAE de Londrina-Pr

Caroline Cristiane Bernardi, Maria José Sparça Salles De Faria, Priscila Cassolla, José Eduardo Baroneza, Bruna Polacchine Da Silva

Resumo


O retardo mental (RM), após anos de crenças e misticismos, finalmente passou a ser considerado uma afecção neurológica que deve ser tratada com intervenção médica. As drogas psicotrópicas, se administradas corretamente, podem permitir que os acometidos de RM recuperem a capacidade de interação social produtiva e reintegrem-se à sociedade. Este trabalho teve como objetivo verificar, por meio de estudo descritivo, a freqüência da utilização de medicamentos utilizados pelos alunos da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Londrina-PR, caracterizar essas drogas e relacionálas com as patologias mentais de maior prevalência na instituição. Para tanto, foi estudada uma população de 147 alunos matriculados no período de janeiro de 1989 a maio de 2003. Os medicamentos em uso encontrados foram: anticonvulsivantes, 52,4%, neurolépticos, 3,4%, hematopoiéticos, 2,7%, anticolinérgicos e agentes pró-cinéticos, 0,7% cada. Dentre os anticonvulsivantes, salientou-se o fenobarbital, com 29,8%. A prevalência desses fármacos foi maior nos acometidos por paralisia cerebral, 62,1%, e menor nos portadores de síndrome de Down, 17,24%. Em conclusão, consideramos a necessidade de implementar projetos de pesquisa que focalizem a dinâmica dos profissionais que trabalham com portadores de RM, bem como de assistência social às famílias carentes.

 


Palavras-chave


Retardo mental; Drogas psicotrópicas; Afecções neurológicas; APAE.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2005v26n1p15

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