Adolescência e sexualidade no cotidiano da equipe de enfermagem do serviço de atenção básica de saúde

Tatiana Yoriko Tomita, Rosângela Aparecida Pimenta Ferrari

Resumo


 

Trata-se de uma investigação descritiva quantitativa para identificar a percepção da equipe de enfermagem, do Serviço de Atenção Básica de Saúde, a respeito das questões referentes à sexualidade e a adolescência. Participaram da pesquisa 57 profissionais, (52%) enfermeiros e (43,9%) auxiliares de enfermagem. O sexo feminino foi predominante, 84%. A maioria (54%) refere ser da religião católica. A prática da masturbação é uma forma natural de conhecer o corpo para 84% da equipe. A homossexualidade é uma escolha como outra qualquer para 56% dos católicos, enquanto que, 42% dos evangélicos consideram-na um distúrbio psicológico. Referem que a iniciação sexual deve acontecer entre 20 e 24 anos de idade (61%) e ser com alguém que se sinta grande atração. Quem deve conversar sobre sexualidade com os adolescentes são os pais e os profissionais da educação e da saúde (96%). Quanto à abordagem dos adolescentes no serviço, 63% se sentem preparados mesmo que 37% consideram ser difícil responder as questões sobre a temática por não fazer parte do dia-a-dia. Os profissionais deste estudo demonstram responsabilidade quanto ao processo educativo e preventivo, mas ainda alguns tabus e preconceitos estão presentes e podem interferir no processo de educação em saúde quanto à prevenção da gravidez não planejada e dos riscos da transmissão das DST e da aids.

 


Palavras-chave


Adolescência; Sexualidade; Enfermagem; Atenção Básica de Saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2007v28n1p39

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