Os motivos de procura pelo Pronto Socorro Pediátrico de um Hospital Universitário referidos pelos pais ou responsáveis

Simoni Batistela, Natália Paludeto Guerreiro, Edilaine Giovanini Rossetto

Resumo


Os serviços de saúde são organizados, hierarquicamente, em três níveis de complexidade tecnológica: primário, secundário e terciário, e a população deveriam acessá-los conforme a especificidade de suas queixas, visando, dessa forma, maior eficiência na utilização dos recursos e universalização do acesso. Na prática, percebe-se que a população prefere recorrer a hospitais de nível terciário para situações corriqueiras, as quais poderiam ser solucionadas nas Unidas Básicas de Saúde (UBSs). De acordo com o problema acima descrito, esse levantamento teve como objetivo avaliar os motivos que levaram os pais ou responsáveis a procurarem um hospital de alta complexidade para atendimento das crianças, investigando a freqüência e finalidade que essa população utiliza os serviços básicos de saúde. A presente pesquisa foi realizada com os pais ou responsáveis pelas crianças atendidas em um Pronto Socorro Pediátrico de um Hospital Universitário, localizado na cidade de Londrina, sendo aplicado entrevista a 222 usuários durante os meses de março a abril de 2006. Após análise dos dados, observouse que, apesar de 80,6% da população estudada referirem freqüentar as UBSs, 56,7% dos atendimentos no Pronto Socorro Pediátrico ocorreram mediante procura direta e 33,3% dos entrevistados elegeram a qualidade no atendimento como motivo para justificar essa procura. A queixa mais freqüente foi à febre com 21,6% e as causas externas apareceram em último lugar com apenas 1,4%. Por meio desse estudo, pôde-se concluir que o Pronto Socorro Pediátrico do Hospital Universitário de Londrina recebe grande contingente de crianças com queixas, muitas vezes, passíveis de resolverem-se em nível básico de atendimento à saúde, porém, os hospitais, de um modo geral, possuem maior legitimidade do que as UBSs diante da população habituada ao longo dos anos a recorrer aos serviços hospitalares.


Palavras-chave


Saúde da criança; Atenção básica; Pronto socorro infantil; Acesso aos serviços de saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2008v29n2p121

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