Trombocitopenia como fator prognóstico em pacientes com sepse grave internados em unidade de terapia intensiva

Kawana Megumi Uehara, Lucienne Tibery Queiroz Cardoso, Claudia Maria Dantas de Maio Carrilho, Elza Hiromi Tokushima Anami, Lais Magalhães Carvalho, Luiz Fernando Tibery Queiroz, Cintia Magalhães Carvalho Grion

Resumo


Estudos mostram que a trombocitopenia provavelmente reflete a gravidade e o curso de uma condição patológica subclínica, e a sua correção parece estar associada a melhor prognóstico. O objetivo deste estudo foi avaliar a trombocitopenia como fator prognóstico em pacientes com sepse grave internado em UTI do Hospital Universitário de Londrina durante o período de junho a dezembro de 2008. Foi realizado estudo observacional prospectivo. Foram analisados 54 pacientes com média de idade de 59,03 ± 19,17 anos, sendo 64,8% masculino. Os dados foram obtidos do Banco de Dados do CTI do HU-UEL. As variáveis desse banco utilizadas foram: idade, sexo, período de observação, diagnóstico de admissão na UTI, gravidade da doença avaliada pelo escore APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II), presença de co-morbidades, disfunções orgânicas avaliadas pelo escore SOFA e dados laboratoriais de contagem de plaquetas. A média da contagem de plaquetas em todos os pacientes na admissão da UTI foi de 209.018 ± 148.209, sendo que 26% dos pacientes apresentaram trombocitopenia durante a internação. Quando comparada a contagem de plaquetas entre os pacientes sobreviventes e não sobreviventes, durante toda a internação, foi observada média significativamente menor nos não sobreviventes.


Palavras-chave


Unidades de terapia intensiva; trombocitopenia; fatores de risco; mortalidade; sepse.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2010v31n2p195

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