Integração ensino-serviço-comunidade: concepções atribuídas pelos estudantes de enfermagem

Camila Dalcól, Elias Pedro da Silva Junior, Mara Lúcia Garanhani, Marli Terezinha Oliveira Vannuchi, Elisabete Fátima Pólo de Almeida Nunes

Resumo


O objetivo deste estudo foi analisar as concepções de integração ensino-serviço-comunidade atribuídas pelos estudantes de enfermagem. Trata-se de um estudo exploratório, compreensivo, de abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, realizado em um curso de graduação em enfermagem de uma universidade do norte do Paraná. A coleta de dados ocorreu em outubro de 2014 e agosto de 2015, por meio de grupos focais, envolvendo 37 estudantes. Os grupos focais foram gravados, transcritos na íntegra e submetidos à análise de conteúdo de Bardin. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da universidade em estudo com CAAE n°18931613.5.0000.5231. Das concepções de integração ensinoserviço- comunidade descritas pelos estudantes emergiram quatro categorias: concepções sobre o ensino; avançando para a integração ensino-serviço; integrando o ensino e a comunidade; e compreendendo a integração ensino-serviço-comunidade. As concepções sobre ensino-serviço e comunidade envolveram a integração entre diferentes cursos da área da saúde, o primeiro contato com o serviço e profissionais de saúde, o trabalho em equipe multiprofissional, a compreensão do ser humano como um todo, bem como a relação entre teoria e prática nos diferentes níveis de atenção. Os resultados foram discutidos de acordo com o pensamento complexo de Edgar Morin. Ressaltamos a importância da integração ensinoserviço- comunidade na formação do enfermeiro em um processo compartilhado entre instituições de ensino, enfermeiros e demais profissionais da área da saúde, bem como com a comunidade.

Palavras-chave


Ensino; Serviço; Comunidade; Enfermagem; Currículo.

Texto completo:

PDF

Referências


Costa RKS, Miranda FAN. Opinião do graduando de enfermagem sobre a formação do enfermeiro para o SUS: uma análise da FAEN/UERN. Esc Anna Nery Rev Enferm. [Internet]. 2010 [citado 2018 maio 20]; 14(1):39-47. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v14n1/v14n1a07.pdf

Scherer ZAP, Scherer EA, Carvalho AMP. Reflexões sobre o ensino da enfermagem e os primeiros contatos do aluno com a profissão. Rev Latino-Am Enfermagem [Internet]. 2006 [citado 2018 maio 20]; 14(2): 285-91. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v14n2/v14n2a20.pdf

Villela SC, Carvalho AMP, Pedrão LJ. Relação interpessoal como forma de cuidado em enfermagem nas estratégias de saúde da família. Rev Enferm UERJ [Internet]. 2006 [citado 2018 maio 20]; 22(1): 96-102. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v22n1/v22n1a15.pdf

Guariente MHDM, Kikuchi EM, Carvalho WO, Vannuchi MTO, Dessunti EM, Gastaldi AB. Seivas do currículo integrado de enfermagem. Em: Kikuchi EM, Guariente MHDM (org.). Currículo integrado: a experiência do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL; 2014. p. 93-128

Morin E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina; 2015.

Universidade Estadual de Londrina. Projeto político-pedagógico do curso de enfermagem. Londrina: UEL; 2015.

Garanhani ML, Vannuchi MTO, Pinto AC, Simões TR, Guariente MHDM. Integrated nursing curriculum in Brazil: A 13-year experience. Creative Education [Internet]. 2013 [citado 2018 maio 20]; 4(12): 66-74. Doi: 10.4236/ce.2013.412A2010

Dessunti EM, Guariente MEM, Kikuchi EM, Tacla MTGM, Carvalho WO, Nóbrega GMA. Contextualização do currículo integrado do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Em: Kikuchi EM, Guariente MHDM (Org.). Currículo integrado: a experiência do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL; 2014. p. 17-32.

Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2011.

Morin E. O método 5: a humanidade da humanidade. Porto Alegre: Sulina; 2012.

Floter FS. Aprendizagem para o trabalho em equipe: reflexões na perspectiva do estudante de enfermagem e do Pensamento Complexo [tese]. Londrina(PR): Universidade Estadual de Londrina; 2015.

Santos J, Meira KC. Operações de pensamento e estratégias de ensino: relações e complexidade como uma alternativa para tomada de decisão na dinâmica dos processos de ensino-aprendizagem. Rev Eletrônica Gest e Saúde. [Internet]. 2015. [citado 2018 maio 20]; 6(3): 2024-38. Disponível em: http://periodicos.unb.br/ojs32/index.php/rgs/article/view/3062/2755

Morin E, Almeida MC, Carvalho EA. Educação e complexidade: os sete saberes e outros ensaios. São Paulo: Cortez; 2009.

Galvão SFOL, Fazenda ICA. A parceria na interdisciplinaridade: formação de uma nova consciência coletiva–estudos a partir das vivências em ensino superior. Interdisciplinaridade. [Internet]. 2014. [citado 2018 maio 20]; 1(5): 42-60. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/interdisciplinaridade/article/view/20747/15292

Morin E. Complexidade e transdisciplinaridade: a reforma da universidade e o ensino fundamental. Tradução Edgar de Assis Carvalho. Natal: EDUFRN; 2000.

Martins MG. Revisão integrativa sobre o Conceito de Trabalho em Equipe na Perspectiva da Integralidade na Atenção Primária à Saúde [dissertação]. Alfenas (MG): Universidade Federal de Alfenas; 2013.

Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Revisão Integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde na enfermagem. Texto Contexto- Enferm [Internet]. 2008 [citado 2018 maio 20]; 17(4): 758-64. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v17n4/18.pdf

Fernandes HN, Thofehrn MB, Porto AR, Amestoy SC, Jacondino MB, Soares, MR. Relacionamento interpessoal no trabalho da equipe multiprofissional de uma unidade de saúde da família. Rev Pesqui Cuid Fundam [Internet]. 2015. [citado 2018 maio 20]; 7(1): 1915-26. Disponível em: http://www.redalyc.org/pdf/5057/505750945016.pdf

Melo ACB. Conflitos na equipe de trabalho da unidade de pronto socorro de um hospital particular e sua influência na assistência ao paciente. Recife; 2012.

Oliveira CO, Cutolo LRA. Humanização como expressão de integralidade. Mundo Saúde. [Internet]. 2015 [citado 2018 maio 20]; 36(6): 502-6. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/mundo_saude/humanizacao_expressao_integralidade.pdf

Camacho ACLF. A gerontologia e a interdisciplinaridade: aspectos relevantes para a enfermagem. Rev Latino-Am Enferm. [Internet]. 2002. [citado 2018 maio 20]; 10(2): 229-33. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v10n2/10519.pdf

Savieto RM, Leão ER. Assistência em Enfermagem e Jean Watson: Uma reflexão sobre a empatia. Esc Anna Nery [Internet]. 2016 [citado 2018 maio 20]; 20(1): 198-202. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v20n1/1414-8145-ean-20-01-0198.pdf

Formiga NS. Os estudos sobre empatia: reflexões sobre um construto psicológico em diversas áreas científicas. [Internet]. 2012 [citado 2018 maio 15]. Disponível em: http:// www.psicologia.pt/artigos/textos/A0639.pdf

Tôrres JTM. Teoria da complexidade: uma nova visão de mundo para a estratégia. Rev Integra Educativa. [Internet]. 2015 [citado 2018 maio 20]; 2(2): 189-202. Disponível em: http://www.scielo.org.bo/pdf/rieiii/v2n2/n02a08.pdf

Oliveira CO, Cutolo LRA. Humanização como expressão de integralidade. Mundo Saúde. [Internet]. 2015 [citado 2018 maio 20]; 36(6): 502-6. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/mundo_saude/humanizacao_expressao_integralidade.pdf

Ministério da Saúde (BR). Portaria n° 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Diário Oficial da União 24 out 2011.

Oliveira AM, Soares E. A Comunicação como Importante Ferramenta nas Orientações em uma Unidade de Hemodiálise: um estudo reflexivo. Saúde & Transformação Social [Internet]. 2015 [citado 2018 maio 20]; 5(3): 118-23. Disponível em: http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/saudeetransformacao/article/view/2279/4012

Ceccim RB, Ferla AA. Residência integrada em saúde: uma resposta da formação e desenvolvimento profissional para a montagem do projeto de integralidade da atenção à saúde. Em: Pinheiro R, Mattos RA. (Org.) Construções da integralidade: cotidiano, saberes e práticas em saúde. Rio de Janeiro: CEPESC-IMS/UERJ-ABRASCO; 2010.




DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2019v40n1p47

Direitos autorais 2019 Semina: Ciências Biológicas e da Saúde

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

Semina: Ciênc. Biol. Saúde

email: seminabio@uel.br

Londrina - PR
ISSN Print: 1676-5435

EISSN: 1679-0367