Adequação numérica de nutricionista, perfil de cardápios, número de alunos nos serviços de alimentação escolardo sul do Rio Grande do Sul

Chirle de Oliveira Raphaelli, Thainá Pereira Piva, Ivana Loraine Lindemann, Graziele Guimarães Granada

Resumo


O objetivo desse trabalho foi caracterizar a execução dos serviços de alimentação escolar de escolas públicas de municípios da Zona Sul do Rio Grande do Sul, bem como obter informações referentes aos seus cardápios, alunos e adequação numérica de nutricionistas. Em 2015 foi realizado um estudo transversal com nutricionistas dos serviços de alimentação escolar de municípios da Associação da Zona Sul do estado filiada à Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul. Após autorização dos gestores municipais e consentimento próprio, os profissionais responderam a um questionário online sobre suas características sociodemográficas, de formação e de atuação nos serviços de alimentação escolar, além de perguntas sobre número de alunos e de refeições nas escolas. Verificou-se a inadequação do número de nutricionistas nos municípios, bem como a carga horária total dos mesmos em relação às recomendações. Todos os nutricionistas dos serviços eram do sexo feminino, mais da metade tinha mais de 40 anos (53,9%) e quase 2/3 tinham pós-graduação (61,5%). A maior parte dos profissionais relatou ter responsabilidade técnica pela alimentação escolar (84,6%) e em termos de esfera das escolas, as municipais foram mais frequentes (77,0%). Quanto ao número de refeições servidas anualmente, a maioria servia 20 mil ou mais na creche (46,2%), na pré-escola (76,9%) e no ensino fundamental (76,9%). Todas as profissionais elaboravam os cardápios das escolas conforme hábitos alimentares, sendo que, 46,1% elaboravam por modalidade de ensino e quase 70% referiram preocupação com valor calórico total, macro e micronutrientes conforme a faixa etária do escolar. Referente às preparações apenas 30% referiram uso de per capitas, de ficha técnica de preparo e de ficha técnica de produto. A inadequação do número de profissionais e a falta de padronização das preparações, encontrados no estudo, podem ser devido à sobrecarga de tarefas, as quais possivelmente despendem bastante tempo para o gerenciamento dos serviços e dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Palavras-chave


Alimentação escolar; Serviços de alimentação; Programas de nutrição.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2018v39n1p9

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