Análise cariotípica da espécie Artibeus cinereus (Stenodermatinae, Mammalia, Chiroptera) através de citogenética clássica e molecular

Júlia Gabrielle Carvalho Nascimento, Edivaldo Herculano de Oliveira, Roney Silva da Silva, Marcelo de Bello Cioffi, Anderson José Baía Gomes

Resumo


A ordem Chiroptera é composta por mamíferos voadores com uma extensa variação morfológica, correlacionada aos diferentes nichos ecológicos que ocupam. A família Phylostomidae é considerada um dos grupos taxonômicos mais bem conhecidos do ponto de vista morfológico, genético e citogenético, e atualmente é composta por 11 subfamílias. Dentre elas, destaca-se a subfamília Stenodermatinae, por apresentar extensa diversidade cromossômica, com número diploide variando de 2n=14 a 2n=44, e com grande parte das espécies já estudadas citogeneticamente apresentando 2n=30/31 com sistema múltiplo de determinação sexual (XX,XY1Y2). O gênero Artibeus (Phylostomidae, Stenodermatinae) apresenta status taxonômico ainda confuso, comprometendo o entendimento acerca de suas relações filogenéticas. Dessa forma, estudos citogenéticos podem representar importantes ferramentas para análise da evolução das espécies deste gênero, identificando os mecanismos de diferenciação genética e cromossômicas entre espécies relacionadas. O objetivo deste trabalho foi descrever o cariótipo da espécie Artibeus cinereus, coletada na região do Baixo Tocantins, no município Abaetetuba - PA, Brasil. Foram empregados métodos de citogenética clássica (Bandeamento G e C) e Hibridização in situ Fluorescente (FISH) com sondas dos microssatélites (CAA), (CAC) e (CGG). A. cinereus apresentou cariótipo com 2n=30 e NF = 56. Os microssatélites (CAC) e (CGG) apresentaram marcações tênues dispersas no genoma, na sua maioria coincidentes com as regiões DAPI negativas e regiões teloméricas, sendo que as sondas CAC produziram duas marcações, intertiscial e distal, no braço curto do par 3 e braço curto do par 9, enquanto CGG marcou a região pericentromérica do par 10, 13, X, braço curto do par 5 e um homólogo do par 8. A sondas CAA marcaram as regiões pericentromérica dos pares 5, 10, 13 e X; Estas marcações foram coincidentes com as regiões de heterocromatina e possivelmente representam resquícios de rearranjos cromossômicos (sonda CAC- par 3). O mapeamento físico destes marcadores em outras espécies do gênero Artibeus será essencial para a elucidação dos padrões de diferenciação genômica em espécies com cariótipos morfologicamente semelhantes.

Palavras-chave


Morcegos; Artibeus; Citogenética

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2017v38n1suplp73

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