Utilização do teste de micronúcleo para avaliação do potencial genotóxico do extrato etanólico de Brosimum gaudichaudii em eritrócitos de Astyanax sp.

Maria José Batista de Sousa, Calebe Bertolino Marins de Campo, Damiana Mírian da Cruz e Cunha, João Antonio Xavier Manso, Aparecido Divino da Cruz, Lysa Bernardes Minasi, Cláudio Carlos da Silva

Resumo


O Brosimum gaudichaudii é uma planta medicinal, nativa do Cerrado brasileiro, ocorrendo em outras regiões do Brasil é conhecida popularmente por inharé, algodão-do-campo e mama-cadela. Valorizada na indústria medicamentosa e na construção civil. Tem sido indicada para o tratamento de macha de pele e vitiligo devido as suas propriedades medicinais. No entanto, é necessário mais estudos que comprovem a segurança e eficácia de seus princípios ativos, mediante a utilização de ensaios mutagênicos e genotóxicos. O objetivo do presente estudo foi, analisar o potencial genotóxico do extrato de B. gaudichaudii utilizando o teste do micronúcleo em Astyanax sp após aprovação do Conselho de Ética no Uso de Animais. Foram obtidos 24 peixes da espécie Astyanax sp e aclimatados durante 12 dias, posteriormente, foram divididos em grupo de 3 em 8 aquários e expostos ao extrato etanólico nas concentrações de 5mg/L, 10mg/L e 20mg/L por 96 horas exceto o grupo controle. Em seguida, os animais foram eutanasiados por Xilocaína a 5% para a coleta das brânquias. As lâminas foram preparadas por esfregaço e coradas em solução de Giemsa a 4%, e analisadas sob microscopia de luz branca (AxioImager 2® Carl Zeiss – Alemanha) com objetiva de 100x. Foram analisados 1000 células no grupo exposto e grupo controle.  Após a realização do teste de Kruskall-Wallis, usando o BioEstat 5.0, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) entre as frequências de micronúcleos e de alterações nucleares entre o grupo exposto e grupo controle. Porém, foi observado que quanto maior a concentração do extrato de B. gaudichaudii, maior foi o aumento nas médias das alterações nucleares totais e frequência de micronúcleo. Logo, não foi evidenciada atividade genotóxica e citotóxica para as concentrações testadas do extrato de Brosimum Gaudichaudii. Portanto, é necessário maiores investigações sobre as atividades mutagênicas e genotóxicas de plantas medicinais em especial do Brosimum gaudichaudii para o estabelecimento de doses seguras para consumo humano e animal.


Palavras-chave


Cerrado; Micronúcleo; Inharé; Plantas medicinais

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2017v38n1suplp250

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