A tetraploidia de Passiflora misera Kunth. In Humb

Micheli Sossai Spadeto, Katiuss Ferreira Borges, Milene Miranda Praça Fontes

Resumo


Passiflora é o principal gênero da família Passifloraceae, compreendendo cerca de 525 espécies, distribuídas em quatro subgêneros, Deidamioides, Astrophea, Passiflora e Decaloba. Neste último subgênero, estudos citogenéticos tem mostrado a ocorrência de espécies com número cromossômico de 2n = 12. Nesse sentido, abordagens citogenéticas vêm sendo aplicadas para investigação da ploidia, possibilitando esclarecer os mecanismos de diversificação e a distribuição espacial, além de elucidar a origem poliploide das espécies de Passiflora. O objetivo deste estudo foi caracterizar cromossomos de Passiflora misera (Decaloba), ampliando os dados sobre sua origem e evolução do cariótipo.  Raízes de P. misera foram excisadas de plantas cultivadas em hidroponia e tratadas com  3 µM de amiprofosmetil (APM) a 4ºC durante 16 h. Após lavagem e fixação as raízes foram maceradas em solução de pectinase, 1:75 de enzima:água destilada, a 34ºC por 2 h. As lâminas foram preparadas pela técnica de dissociação celular e secagem ao ar. Como resultado, as preparações citogenéticas apresentaram metáfases sem vestígios de citoplasma e com cromossomos sem deformação da cromatina. Diferentemente das demais espécies do subgênero Decaloba que apresentam número cromossômico de 2n = 2x = 12 cromossomos, o número cromossômico de P. misera foi determinado em 2n = 4x = 24. Variações na classificação cromossômica geralmente estão associadas às diferentes metodologias empregadas na preparação das lâminas e, ou, análise citogenética. Como o número básico de cromossomos de Passiflora é x = 6, a poliploidização foi um evento que resultou na mudança cariotípica no ancestral de P. misera sendo necessário ampliar os estudos relacionados à espécie. Além da relevância para estudos evolutivos no gênero, esses dados representam a base para o delineamento de estratégias de cruzamento em programas de melhoramento do maracujazeiro.


Palavras-chave


Cariótipo; Evolução; Melhoramento do maracujazeiro

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2017v38n1suplp66

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