Número cromossômico de Catasetum pileatum (Orchidaceae)

Vanessa dos Santos de Mello, Lindisai Fernandes, Bruna Natália Veloso dos Santos, Weslaine de Almeida Macedo, Douglas Machado Leite, Isane Vera Karsburg

Resumo


A Amazônia possui um importante patrimônio biológico de orquídeas com potencial de uso e exploração dos recursos genéticos, constituindo uma das mais interessantes famílias de plantas floríferas. Dentre elas, destaca-se o gênero Catasetum Rich. ex Kunth um dos principais na orquicultura, em função da morfologia e exotismo de suas flores. Os estudos de números cromossômicos para o gênero mostram a ocorrência de variações cromossômicas, sendo a hibridação um dos responsáveis pelo aumento dessa diversidade e adaptabilidade genética. A hibridação artificial é comumente utilizada na obtenção de novos híbridos que atendam as exigências do mercado consumidor aliado à rentabilidade econômica. No entanto, são escassos os estudos citogenéticos para as espécies do gênero, o que limita sua conservação e utilização em programas de melhoramento genético. Considerando que os híbridos também são desconhecidos sob esse aspecto, este estudo tem por objetivo determinar o número de cromossomos de Catasetum pileatum oriundo do cruzamento entre Catasetum albo x Catasetum albo. Para a obtenção de metáfases os meristemas radiculares de três plantas da espécie foram pré-tratadas com amiprofos-metil (APM) na concentração de 3 ?M por 16 horas a 4 ºC e fixadas em solução metanol-ácido acético (PA) na proporção de 3:1 (v:v). Posteriormente, as amostras foram transferidas para microtubos contendo 200 ?L de enzima Pectinase SIGMA®, permanecendo por 5 horas a 35 ºC em banho-maria. As lâminas foram preparadas pela técnica de dissociação celular, secagem ao ar e em placa aquecedora a 50 ºC e coradas com Giemsa a 5% por 3 minutos. As imagens com cromossomos bem distribuídos e sem sobreposições nas lâminas, foram fotografadas com o uso de objetiva de 100× em um microscópio fotômico binocular (Leica ICC 50). A partir da análise das trinta metáfases obteve-se o número diploide 2n = 40 cromossomos, sendo x=20 o número básico. O gênero possui variações em seu número básico, como: x=18, 27 e 28 cromossomos, com eventos de aneuploidia e poliploidia atuando em sua evolução cariotípica. A determinação do número cromossômico aliado a informações da citogenética molecular podem fornecer dados que esclareçam questões evolutivas e de variação cromossômica do gênero.variação cromossômica do gênero.


Palavras-chave


Amazônia; Citogenética; Cromossomos; Híbrido

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2017v38n1suplp210

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