Impacto da inibição de survivina na heterogeneidade e instabilidade cromossômica em glioblastoma

Ilze Mari Olivi Gomes, Rafael Fernandes Martins, Leilane Sales de Oliveira, Eduardo José Soares Tavares, Renato de Oliveira Horvath, Marisa Ionta, Angel Maurício Castro Gamero

Resumo


Survivina é uma proteína membro da família de inibidores de apoptose que apresenta elevada expressão em diversos tumores malignos, sendo considerada um potencial alvo terapêutico, principalmente em Glioblastoma (GBM). GBM é o tumor maligno mais comum do sistema nervoso central em adultos, sendo invasivo e metastático, além de possuir altos níveis de instabilidade cromossômica (CIN). Os objetivos deste trabalho foram identificar o perfil cariotípico de células de GBM e avaliar os efeitos do inibidor transcricional de Survivina, o Ácido Tetra-O-metil Nordihidroguaiarético (M4N), sobre a proliferação, heterogeneidade citogenética e perfil CIN. Para isso, 10x103 células da linhagem celular de GBM humano U251 foram semeadas em placas de 96 poços a 37°C e 5% de CO2. Após 24 horas, as células foram tratadas com 0?M, 5?M, 10?M, 20?M, 40?M, e 60?M de M4N. Posteriormente, foram obtidas as curvas dose-resposta nos tempos de 24, 48 e 72 h, utilizando o reagente Rezasurina. Diferenças estatísticas (p<0.05) foram determinadas utilizando o software GraphPad Prism 5®. Para a análise citogenética, culturas celulares 75% confluentes foram expostas a 5mg/mL de colchicina por 6 h, tripsinizadas, coletadas para hipotonização com KCl (0,75 M) e fixação com ácido acético:metanol (1:3). Após o bandeamento GTG, dezenove células metafásicas foram fotografadas e analisadas utilizando o software GeneAll® de acordo com o critério da ISCN (2016). Resultados preliminares apontam a dose sub-letal de 10?M no tempo de 48 h para futuras análises cariotípicas. Citogeneticamente, as células de U251 foram caracterizadas pela presença de células hipo e hiperdiploides com um número cromossômico modal entre 43 e 48 cromossomos, apresentando monossomias, principalmente dos cromossomos 10, 15, 18 e 20, rearranjos estruturais envolvendo o cromossomo 11, além da presença de múltiplos cromossomos marcadores (1~8), resultando na fórmula cromossômica: 43~48, XY, -Y [8], -6[4], -7[9], -8[4], -9[6], -10[10], der (1) t (11?) p (12, ?) [19], der (11) t(11,?) p (14, ?) [8], -11[3], -14[6], - 15[12], -16[3], -17[3], -18[14], +19[2] -19[3], -20[10], -21[5], -22[8], +1~8mar[cp19]. Estes resultados demonstram alto nível de heterogeneidade citogenética presente nas células U251, a mesma que poderia se ver afetada após a inibição transcricional da survivina, produzida pelo M4N.

Palavras-chave


Neoplasia; Citogenética; Cromossomo; M4N.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2017v38n1suplp188

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