Mais cromossomos sexuais do que autossomos: um caso observado em anfíbios

Patricia Pasquali Parise Maltempi

Resumo


A ocorrência de cromossomos sexuais heteromórficos é comum em eucariotos e amplamente encontrado em aves e mamíferos. O monotremado Ornithorhynchus anatinus (2n = 52) apresenta 10 cromossomos sexuais, sendo esse o maior número de cromossomos sexuais múltiplos dentre os vertebrados conhecido até o momento. Anfíbios e répteis, por sua vez, apresentam mecanismos de determinação do sexo que podem ou não envolver cromossomos sexuais diferenciados. Relativamente poucas espécies de anfíbios apresentam cromossomos sexuais morfologicamente distintos e, quando presentes, esses cromossomos são frequentemente representados por apenas um par, que pode ser do tipo XX:XY ou ZZ:ZW. Diferente dessa situação foram observados, por meio de várias evidências, 12 cromossomos sexuais em representantes de uma população brasileira do anuro Leptodactylus pentadactylus Laurenti, 1768 (Leptodactylinae), cujo cariótipo apresenta 2n = 22 cromossomos. Todos os machos estudados mostraram uma surpreendente cadeia meiótica em forma de anel, estável, composta por 12 cromossomos X e Y. Análises citogenéticas clássicas e modernas forneceram informações inicias sobre a evolução e organização molecular desse sistema de cromossomos sexuais múltiplos, o maior já encontrado em espécies de vertebrados, e que, nesta espécie, supera/ultrapassa o número de autossomos.

Palavras-chave


Cromossomos sexuais; Anfíbios; Determinação sexual

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