Atividade leishmanicida de extrato hidroalcoólico de própolis brasileira em Leishmania amazonensis

Suelen Santos da Silva, Milena Menegazzo Miranda, Idessania Nazareth Costa, Maria Angélica Ehara Watanabe, Wander Rogério Pavanelli, Ionice Felipe, José Mauricio Sforcin, Ivete Conchon-Costa

Resumo


As leishmanioses são consideradas doenças negligenciadas devido às altas incidências, ampla distribuição geográfica e dificuldade no tratamento sendo incluídas na relação de doenças prioritárias pela Organização Mundial da Saúde. Os tratamentos disponíveis para estas doenças apresentam elevada toxicidade, justificando a busca por fármacos alternativos. Estudos prévios com própolis, resina produzida por abelhas, demonstraram sua atividade antiparasitária e imunomoduladora em diversos modelos experimentais. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito in vitro do extrato hidroalcoólico de própolis brasileira, coletado na cidade de Botucatu no estado de São Paulo, sobre formas promastigotas de Leishmania amazonensis, bem como analisar seu efeito in vivo sobre a carga parasitária em baço de camundongos susceptíveis à infecção. Assim, formas promastigotas tratadas com extrato hidroalcoólico de própolis brasileira nas concentrações 5, 10, 25, 50 ou 100 µg/mL apresentaram efeito inibitório sobre a proliferação desses parasitos nos tempos de 24, 96 e 168 h. No entanto, as concentrações de 50 e 100 µg/mL mostraram-se mais eficazes quando comparadas ao controle e às demais concentrações em todos os tempos avaliados. Em relação à carga parasitária, após 30 dias de infecção com L. amazonensis, camundongos BALB/c foram tratados diariamente com a própolis (5mg/kg), via oral ou intraperitoneal, durante 60 dias. Posteriormente, o baço destes animais foi coletado para análise da carga parasitária. O tratamento por via oral reduziu 40% da carga parasitária. Desta forma, a amostra de própolis brasileira testada apresentou ação leishmanicida sobre L. amazonensis em cultura e em camundongos infectados com este protozoário.

Palavras-chave


Cutaneous leishmaniasis; Propolis; Leishmania.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2015v36n2p25

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