Retinopatia da prematuridade: fatores de risco perinatais

Fabiola Caroline da Silva, Helen Cristina Bruno de Barros Falco, Fernanda Grasiele da Silva, Paula Kossatz de Carvalho

Resumo


Resumo: Objetivo: Investigar os principais fatores de risco para o desenvolvimento da retinopatia da prematuridade (ROP) nos prematuros da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa. Métodos: Estudo retrospectivo, tipo caso controle, através da revisão de prontuários entre Janeiro/2010 à Dezembro/2014. Foram incluídas crianças com peso ao nascer ?1.500 gramas, idade gestacional ?37 semanas e, excluídos portadores de malformação congênita, não submetidos à fundoscopia e os com prontuários incompletos. Os fatores de risco foram comparados com análises uni e multivarida. Para as variáveis quantitativas foi empregado o Teste t, para as qualitativas o Teste Exato de Fisher e, após análise univariada utilizou-se regressão logística. Resultados: Foram selecionados 172 neonatos, divididos em grupos: controle com 154 (89,5%) e caso com 18 (10,5%). Os fatores estudados foram: idade gestacional, peso ao nascer, APGAR 1º e 5º minuto, uso de surfactante, tempo de oxigenoterapia, fração inspirada de oxigênio (FiO2) utilizada, icterícia, necessidade de fototerapia, desenvolvimento de broncodisplasia pulmonar, enterocolite necrotizante, hemorragia intracraniana e cirurgias. Perante a análise univariada a idade gestacional, peso ao nascer, APGAR 1º e 5º minuto, tempo de oxigenoterapia, FiO2 máxima, necessidade de surfactante, tempo de início da icterícia e nível de bilirrubina indireta apresentaram significância estatística (p<0,001). Após correção com análise multivariada não se obteve p significativo. Conclusão: A frequência da ROP encontrada foi inferior à da literatura, o estadiamento III predominou, 38,9% dos prematuros com ROP grave beneficiaram-se da fotocoagulação, confirmando que identificação, triagem e tratamento precoce dos prematuros são essenciais na prevenção da cegueira.

Palavras-chave


Retinopatia;Prematuridade; Cegueira.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2016v37n1p3

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