Incontinência urinária: o impacto na vida de mulheres acometidas e o significado do tratamento fisioterapêutico

Daniela Fernanda Henkes, Andréia Fiori, João Augusto Miranda Carvalho, Keila Okuda Tavares, Juliana Cristina Frare

Resumo


Objetivo: Verificar o impacto da Incontinência Urinária na vida de mulheres acometidas; por que procuraram tratamento fisioterapêutico de forma tardia; e qual o significado do tratamento fisioterapêutico em relação à doença.

Materiais e Métodos: Estudo qualitativo descritivo-exploratório, cuja coleta de dados se deu por meio de entrevista semiestruturada baseada em perguntas orientadoras, realizada no período de maio a julho de 2013 com mulheres encaminhadas para tratamento fisioterapêutico em uma Clínica-Escola com diagnóstico de Incontinência Urinária, estabelecido por médico especialista na área. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas com o método da Análise do Conteúdo de Bardin.

Resultados: A maioria das entrevistadas demonstrou desconhecer o tratamento fisioterapêutico. Além disso, demoraram a ir ao médico por entenderem ser algo “normal”, associado ao processo de envelhecimento. Constrangimento e desconforto são sentimentos vivenciados pelas mulheres afetadas pelo fato de perderem urina, levando-as a realizar os mais diversos mecanismos para se adaptarem à perda urinária, incluindo o isolamento social. O programa de exercícios terapêuticos reduziu a perda de urina auxiliando-as na melhora deste sintoma e bem-estar geral.

Conclusão: A Incontinência Urinária causa impacto negativo na vida das mulheres acometidas modificando seus comportamentos diários, impondo-lhe restrições e comprometendo até mesmo o convívio social; convivem durante muito tempo com o problema por considerarem a Incontinência Urinária um fator associado ao envelhecimento e pelo desconhecimento das possibilidades terapêuticas, como a fisioterapia. 


Palavras-chave


Incontinência Urinária; Terapêutica; Fisioterapia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2015v36n2p45

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