Insucesso na amamentação do prematuro: alegações da equipe

Roberta Tognollo Borotta Uema, Mauren Teresa Grubisich Mendes Tacla, Adriana Valongo Zani, Sarah Nancy Deggau Hegeto de Souza, Edilaine Giovanini Rossetto, Juliana Cristina Trevisan Santos

Resumo


Apesar dos diversos métodos empregados pelos profissionais da unidade de terapia intensiva neonatal para estimular o aleitamento materno do prematuro, em alguns casos a lactação não é bem sucedida. Observou-se que o tempo e os esforços desprendidos neste processo geram um sentimento de frustração não somente nas mães, mas também na equipe de saúde. Este trabalho buscou desvelar as experiências de profissionais de saúde de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal frente a situações de insucesso na amamentação do recém-nascido pré-termo. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa mediante entrevistas individuais com os profissionais de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de hospital escola público, Londrina-PR, em 2012. Empregou-se um roteiro semiestruturado, cujas falas dos entrevistados foram transcritas e analisadas seguindo Análise de Conteúdo. A partir desse processo, foram identificadas quatro categorias: Frustração advinda do insucesso do processo de aleitamento materno; Sentimento de “dever cumprido”; Fatores maternos influenciando o desfecho da amamentação: opinião dos profissionais; Fatores físicos e externos influenciando negativamente no processo da amamentação. Alguns profissionais afirmaram ter superado rapidamente o sentimento de frustração, enquanto outros ainda se ressentiam sobre o ocorrido e questionavam suas próprias habilidades. A cooperação materna com a equipe e a existência de um ambiente mais propício à amamentação foi considerada determinante no resultado. Enquanto pesquisadoras não foi possível interferir na infraestrutura, porém sugerimos a realização de reuniões para discussões sobre amamentação com familiares e profissionais, bem como grupos de ordenha com as mães para manutenção da produção láctea.

Palavras-chave


Prematuro; Aleitamento materno; Unidades de terapia intensiva neonatal; Equipe de assistência ao paciente.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2015v36n1Suplp199

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