Aumento da frequência de Resistência à Insulina e Síndrome Metabólica em pacientes brasileiros com Lúpus Eritematoso Sistêmico: comparação entre doença ativa e não ativa

Marcell Alysson Batisti Lozovoy, Franciele Delongui, Daniela Frizon Alfieri, Tatiana Mayumi Veiga Iryioda, Lorena Flor da Rosa Santos Silva, Isaías Dichi, Andréa Name Colado Simão

Resumo


Pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) tem maior prevalência de resistência à insulina (RI) e síndrome metabólica (SM) do que a população em geral. No entanto, atualmente, a frequência de RI e SM em pacientes com doença inativa ou em atividade não tem sido reportada. Os objetivos deste estudo foram verificar a freqüência de RI e SM em pacientes brasileiros com LES e avaliar se a atividade da doença interfere com essas duas condições. O estudo incluiu 130 indivíduos controles e 74 pacientes com LES. Pacientes com LES foram divididos em doença ativa (36 pacientes) e não ativa (38 pacientes). A RI foi verificada em 51,35% de pacientes com LES e apenas em 29,23% do grupo controle (p=0.0017, OR: 2.556, IC 95%: 1.413-4.621), enquanto a SM foi verificada em 33,78% de pacientes e 13,08% do grupo controle (p<0.0001, OR=4.644, CI 95%: 2.644-9.625). RI foi verificada em 63,89% dos pacientes com LES ativo e em 39,47% de pacientes com doença não ativa (OR: 2.781, IC 95%: 1.568-4.932, p=0.0004), enquanto 41,67% pacientes com LES ativo apresentaram critérios para SM comparado a apenas 26,32% com LES não ativo (OR: 2.061, IC 95%: 1.133-3.748, p=0.0169). O índice de massa corporal e o uso de corticosteroides foi significativamente maior no grupo com doença ativa. Este estudo reforça o risco aumentado de desenvolvimento de RI e SM em pacientes com LES, especialmente naqueles com doença ativa e corrobora com o papel da RI e da corticoterapia como principais mediadores entre a atividade da doença e a SM.


Palavras-chave


Lúpus Eritematoso Sistêmico; Insulina; Doença metabólica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2014v35n1p61

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