Caracterização da demanda e procura de um pronto atendimento infantil: opinião de pais e responsáveis

Bruna Antoniassi Silva, Amanda Mello de Oliveira, Edilaine Giovanini Rossetto, Adriana Valongo Zani

Resumo


Os serviços de saúde são organizados de forma hierárquica a fim de se obter melhor resolução e universalização do acesso. No entanto, na prática, isto não tem ocorrido devido à limitação de serviços na atenção primária, e a porta de entrada tem sido os hospitais, através dos prontos atendimentos, prontos socorros ou ambulatórios, pois muitos acreditam ser a forma de atendimento mais rápida e eficaz. Portanto, o objetivo deste estudo foi identificar as causas que levam pais/responsáveis a escolher um pronto atendimento infantil para a assistência de seus filhos. Trata-se de um estudo descritivo e transversal de abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 380 pais/responsáveis, o local de coleta foi um pronto atendimento infantil do município de Londrina, no período de junho a agosto de 2013. Após análise dos dados, observou-se que 73,9% da população recorreram ao pronto atendimento infantil mediante a procura direta, a pequena parcela que procurou por outro serviço anteriormente apenas 12,6% foi encaminhado. A queixa principal foi febre com 25,7% e casos de convulsão apareceram em último lugar com 0,4%. O presente estudo revelou uma grande procura da população estudada pelos serviços de prontos atendimentos em detrimento a atenção primária, com queixas, muitas vezes, passíveis de resolução na atenção primária, o que confirma a deficiência em alguns princípios prioritários pelo Sistema Único de Saúde, como acessibilidade e resolutividade dos serviços de saúde primária.

Palavras-chave


Pronto atendimento infantil; Cuidado da Criança; Atenção primária a saúde.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2015v36n1Suplp33

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