Interações medicamentosas potencias em unidades de terapia intensiva de um hospital do Sul do Brasil

Gustavo Henrique Oliveira-Paula, Francieli Pereira, Mayara Ticianelli Paccola, Airton da Cunha Martins-Junior, Ester Massae Okamoto Dalla-Costa

Resumo


As interações medicamentosas são importantes causas de reações adversas em unidades de saúde. O elevado consumo de medicamentos em unidades de terapia intensiva predispõe os pacientes a um risco potencial de ocorrência de interações medicamentosas. Este estudo objetivou determinar a frequência e as características das interações medicamentosas potenciais em unidades de terapia intensiva do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina. Foram analisadas as prescrições de pacientes maiores de 18 anos internados no período de janeiro a maio de 2010, com permanência de pelo menos quatro dias. A análise das interações medicamentosas foi realizada utilizando-se o sistema Micromedex Drug-Reax®. As interações foram classificadas por gravidade, tempo necessário para o início dos efeitos adversos, mecanismo de ação e qualidade da evidência científica. Além disso, foram analisados os possíveis eventos adversos relacionados às interações, bem como as estratégias de manejo e monitoramento recomendadas. Ao todo foram identificadas 198 diferentes interações medicamentosas potenciais com a ocorrência de 1242 episódios. Destes, 43% foram caracterizados por interações de gravidade moderada, 35% graves, 16% leves e 6% contra-indicadas. A ineficácia terapêutica foi o possível evento adverso mais frequente (18%) e a principal estratégia de manejo recomendada foi o ajuste de dose (35,6%). As interações mais frequentes foram: fentanil + midazolam (8,6%), fenitoína + ranitidina (5,5%) e midazolam + ranitidina (4,8%). Os resultados identificados demonstram a importância das interações medicamentosas como evento adverso significativo em unidades de terapia intensiva e, portanto, medidas preventivas são necessárias para minimizar este problema.

Palavras-chave


Prescrição de medicamentos; Interações de medicamentos; Farmacoepidemiologia

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2014v35n2p21

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