Avaliação parasitológica de alfaces (Lactuca sativa) comercializadas no município do Rio de Janeiro (RJ)

Danielle Regis Pires, Sandra Maria Gomes Thomé, Patrícia Souza de Jesus Coelho, Huarrisson Azevedo Santos, Luciana Araújo de Azevedo, Mônica Fukui Frechette, Marcus Sandes Pires, Luiz Cláudio de Souza Abboud

Resumo


Muitos vegetaissão consumidos crus em saladas. Desse modo, se não forem devidamentehigienizados, poderão veicular patógenos. No Brasil, a alface (Lactuca sativa) é a verdura mais  consumida. Em função disso, este estudo tevecomo objetivo avaliar o nível de contaminação por parasitas em amostras dealfaces comercializadas in natura ede alfaces prontas para consumo, servidas cruas em restaurantes do tipo self-service do município do Rio deJaneiro. No período de julho a outubro de 2010 foram coletadas 90 amostras, sendo 60 comercializadas in natura (30 da variedade lisa e 30 da crespa)e 30 da variedade crespa servidas em restaurantes. As amostras foram analisadas na Subgerênciade Parasitologia da Unidade de Diagnóstico, Vigilância, Fiscalização Sanitáriae Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, sendo utilizada a técnica de Dennis,Stone e Swanson. De 90 amostras, 70%estavam contaminadas por parasitas. Estatisticamente, não houve diferençasignificativa entre alfaces lisas e crespas innatura, mas houve diferença estatística significativa entre alfaces crespasin natura e servidas em restaurantes.Os parasitas encontrados foram: ovos e larvas de Strongyloides sp., ovos de ancilostomídeos, larvas deestrongilídeos, ovos de Hymenolepis sp.,oocistos de coccídeos, cistos de Entamoebasp. e oocistos de Isospora sp. Osresultados revelam a importância do fortalecimento do sistema de VigilânciaSanitária e da orientação de produtores de hortaliças, manipuladores dealimentos e da população em geral sobre a importância da aquisição dehortaliças de proveniência confiável, assim como da necessidade de  boa lavagem e desinfecção das folhas de alfaceantes do consumo.

Palavras-chave


Parasitas; Hortaliças; Saúde Pública; Vigilância Sanitária.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0367.2014v35n1p35

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