Filmes finos nanoestruturados de dióxido de estanho obtidos pelo método dos precursores poliméricos

Marcelo Antônio Dal Santos, Eder Carlos Ferreira de Souza, André Vitor Chaves de Andrade, Christiane Philippini Ferreira Borges, Sandra Regina Masetto Antunes, Augusto Celso Antunes

Resumo


Filmes finos nanoestruturados de dióxido de estanho (SnO2), com reduzida proporção de defeitos e com baixa rugosidade, foram produzidos a partir do controle da temperatura e da viscosidade das soluções precursoras durante a deposição dos filmes. As soluções foram obtidas pelo método dos citratos e os filmes foram depositados pela técnica “dip-coating” em substratos de vidro e tratadas termicamente a 470ºC/4h. Os filmes obtidos foram caracterizados estrutural e morfologicamente pelas técnicas de difratometria de raios X, microscopia ótica, microscopia eletrônica de varredura, microscopia de força atômica, fluorescência de raios X, espectroscopia de absorção na região do UV-Vis e espectroscopia de fotoelétrons excitados por raios X. As espessuras dos filmes foram obtidas por microscopia eletrônica de varredura da seção transversal dos filmes e correlacionados com a proporção dos elementos Sn e Si obtida por fluorescência de raios X. A análise dos filmes por difratometria de raios X mostrou a presença de picos correspondente à fase cristalina cassiterita do SnO2, sobrepostos a um pico largo entre 20 e 30º (2?), característico do substrato de vidro. As microscopias ótica, eletrônica de varredura e de força atômica mostraram filmes homogêneos, com baixa rugosidade, adequados para diversas aplicações, como sensores e eletrodos transparentes. Pela análise por espectroscopia de absorção na região do UV-Vis, os filmes apresentaram alta transparência ótica e energia de “band gap” de 4,36 eV. Por espectroscopia de fotoelétrons excitados por raios X pode-se confirmar a presença de SnO2, bem como sinais dos elementos presentes no substrato de vidro e carbono residual proveniente do processo de tratamento térmico dos filmes.


Palavras-chave


Citratos; Pechini; SnO2; Deposição; Dip-Coating

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0375.2012v33n2p243

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