Influência da concentração de ácidos no processo de extração e na qualidade de pectina de bagaço de maçã

Heloísa Cristina Ramos Fertonani, Ardalla Scabio, Maria Helene Canteri Schemin, Eliana Beleski Borba Carneiro, Alessandro Nogueira, Gilvan Wosiacki

Resumo


No processamento do suco concentrado de maçã, o bagaço residual da primeira extração é reidratado e prensado novamente a fim de aumentar o rendimento, tornando-se então a matéria-prima para a obtenção industrial de pectina. Neste trabalho os objetivos compreenderam estabelecer os protocolos de beneficiamento do bagaço e de uso de ácidos minerais e orgânicos no rendimento gravimétrico, usando o grau de esterificação, medido por técnicas spectrofotométricas e titulométricas como referencial de qualidade. A farinha de bagaço de maçã, com umidade de 12% apresentava 33,4% de açúcares redutores, e 40% de fibra alimentar e 10-15% de pectina, em base seca, com coloração própria. Os parâmetros do processo de extração das substâncias pécticas, 97ºC/10 minutos e proporção soluto: solvente 1:40 permitiram estabelecer a eficiência de cada ácido na concentração de 1 a 750 mMol/L na solubilização da protopectina. Foram diferenciados dois tipos de comportamentos dos agentes ácidos: [1] liberação de pectina em baixas concentrações e destruição em elevados teores e [2] rendimento gravimétrico crescente, atingindo valores superiores aos possíveis, indicando uma agregação de grupamentos orgânicos na estrutura. O HNO3 foi considerado o mais indicado para a extração de pectina, em concentração máxima de 100 mMol/L.


Palavras-chave


Resíduos agroindustriais; Substâncias pécticas; Extração; Rendimento; Qualidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0359.2006v27n4p599

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