Leite em pó desnatado como diluente alternativo na etapa de resfriamento durante protocolo de congelação do sêmen suíno

Tatyane Bandeira Barros, Daianny Barboza Guimarães, Ludymila Furtado Cantanhêde, Aline Viana Dias, Leonardo Peres de Souza, Jean Magloire Feugang, Ricardo Toniolli

Abstract


Esse estudo objetivou testar um diluente alternativo, a base de leite em pó desnatado, durante as etapas de resfriamento e ressuspensão pós descongelação durante a congelação do sêmen suíno. Para isso o sêmen de 15 varrões da raça Dalland, foi coletado através da técnica da mão enluvada. Visando o início da curva de congelação, cada ejaculado foi incubado a 30 °C. Em seguida, foram retiradas duas alíquotas de sêmen para uma pré-diluição. Uma das alíquotas foi diluída no diluente Beltsville Thawing Solution (BTS - Controle) e a outra em leite em pó desnatado (LPD), onde permaneceram a essa temperatura por 45 minutos. O sêmen pré-diluído passou por três tempos de estabilização. Ao final do primeiro tempo (30 °C - 45 minutos) foi realizada análise de vigor e motilidade a fim de acompanhar a atividade metabólica espermática. Em seguida o sêmen diluído passou pelas temperaturas: 25°C – 30 minutos e 17 °C - 2 horas. Ao final, o sêmen foi centrifugado (à 5 °C - 800g - 1600 rpm - 15 minutos), sendo desprezado o sobrenadante, enquanto que o pellet de espermatozoides foi ressuspenso em 2 mL do diluente de resfriamento e mantido a 5 °C por 1 hora. Ao final, foi realizada a 2ª diluição com 2 mL do diluente de congelação, seguida do envaze das amostras, rampa de congelação e submergidas em N2 líquido. O sêmen foi descongelado em banho-maria (39 °C), ressuspendido em seus respectivos diluentes à mesma temperatura e só então analisado quanto às características de vigor, motilidade, vitalidade, integridade acrossomal e funcionalidade da membrana. Durante a primeira fase de abaixamento de temperatura (30 °C), observou-se que o sêmen diluído em LPD em comparação ao BTS, apresentou valores superiores de vigor (3,4±0,6 e 3,1±0,7, respectivamente) e motilidade (78,6±13,0 e 69,4±14,3 respectivamente). Contudo, após a descongelação verificou-se o inverso, com o BTS apresentando resultados mais altos do que o diluente alternativo LPD tanto para as análises de vigor (2,1±0,6 e 1,7±0,9, respectivamente), quanto de motilidade (35,5±21,0 e 22,8±18,1, respectivamente). Quanto às características de funcionabilidade de membrana e integridade acrossomal não foram observadas diferenças significativas entre os diluentes testados, entretanto o LPD apresentou maior porcentagem de células vivas ao final do processo de congelação/descongelação (72,3 ± 16,4). Diante do exposto, pôdese observar que o diluente BTS ainda é a melhor opção para ser utilizado nas etapas de resfriamento e ressuspensão pós descongelação, durante a congelação seminal em suínos.


Keywords


Congelação seminal; Leite em pó desnatado; Viabilidade espermática.



DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n3Supl1p2023

Semina: Ciênc. Agrár.
Londrina - PR
E-ISSN 1679-0359
DOI: 10.5433/1679-0359
E-mail: semina.agrarias@uel.br
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