Torta de girassol em dietas para borregos: consumo, digestibilidade, balanço de nitrogênio e parâmetros ruminais

Elizabeth dos Santos Moura, Leandro das Dores Ferreira da Silva, Eduardo Lucas Terra Peixoto, Valter Harry Bumbieris Junior, Edson Luis de Azambuja Ribeiro, Ivone Yurika Mizubuti, Ana Paula de Souza Fortaleza

Abstract


Objetivou-se com este estudo, determinar o consumo e digestibilidade dos componentes nutritivos, balanço de nitrogênio e os parâmetros de fermentação ruminal em borregos alimentados com rações contendo diferentes teores de torta de girassol em substituição ao farelo de soja. Os tratamentos consistiram em cinco níveis de substituição da proteína do farelo de soja (0; 25; 50; 75 e 100 g kg-1 MS) pela torta de girassol. As rações foram formuladas com 12,6% PB respeitando-se uma relação volumoso:concentrado de 40:60, tendo como fonte volumosa o feno de Tifton-85 e ração suplementar formuladas com milho, farelo de soja, torta de girassol, mistura mineral e vitamínica. Foram utilizados cinco borregos sem raça definida, castrados, com peso vivo médio de 29,64 ± 2,94 kg, distribuídos em quadrado latino 5 x 5. Não houve diferenças nos consumos de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB), fibra em detergente neutro (FDN) e nutrientes digestíveis totais (NDT). O consumo de extrato etéreo (EE) e carboidratos não fibrosos (CNF) apresentaram efeito linear crescente independente da forma expressa. ara o consumo de carboidratos totais (CT) foi verificado comportamento linear em relação ao peso corporal e peso metabólico e quadrático quando expresso em g dia-1 tendo como ponto máximo em 377,1 g kg-1 de substituição de farelo de soja por torta de girassol. Não foram observadas diferenças nos coeficientes de digestibilidade da MS, MO, PB, FDN, CT e CNF. Houve aumento linear no coeficiente de digestibilidade do EE. O consumo de nitrogênio, os teores de nitrogênio fecais, urinários e retidos não foram influenciados pelos teores de substituição do farelo de soja por torta de girassol nas dietas. O pH do líquido ruminal não apresentou diferença para os diferentes teores de substituição do farelo de soja por torta de girassol. Contudo, o pH do líquido ruminal diferiu em relação ao tempo de coleta, para todas as rações experimentais. Não houve efeito no tempo de coletas para concentração de N-NH3. Conclui-se que a torta de girassol pode ser utilizada como alimento alternativo na substituição do farelo de soja em até 100% sem que ocorram alterações nos parâmetros ruminais, balanço de nitrogênio e consumo e digestibilidade dos componentes nutritivos estudados.


Keywords


Coproduto; Oleaginosa; Ruminantes.



DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0359.2015v36n3Supl1p2247

Semina: Ciênc. Agrár.
Londrina - PR
E-ISSN 1679-0359
DOI: 10.5433 / 1679-0359
E-mail:  semina.agrarias@uel.br
Este obra está licenciado com uma Licença  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional