Comportamento ingestivo de bovinos nelore em confinamento e alimentados com dietas contendo diferentes híbridos de milho

Ivone Yurika Mizubuti, Bruna Bonini Sestari, Edson Luis Azambuja Ribeiro, Elzânia Sales Pereira, Marco Aurélio Alves Freitas Barbosa, Odimári Pricila Pires do Prado, Gianne Evans Cunha, Rodrigo da Costa Gomes, Camila Bortoliero Costa

Abstract


O objetivo deste trabalho foi estudar o comportamento ingestivo de bovinos da raça Nelore terminados em confinamento e alimentados com dietas contendo diferentes híbridos de milho. Foram utilizados 27 bovinos com peso vivo médio inicial de 350 ± 24 kg e idade média de 24 meses, distribuídos em delineamento inteiramente casualizado, em três tratamentos (T), sendo, T1-DTMDU: Dieta total contendo milho duro, T2- DTMSDU: Dieta total contendo milho semiduro e T3-DTMSDE: Dieta total contendo milho semidentado, com nove repetições por tratamento. As dietas foram isoenergéticas e isoprotéicas, com relação de volumoso: concentrado de 30:70, utilizando-se o bagaço de cana como volumoso e ração concentrada composta de farelo de soja (8%), milho grão moído (88%), suplemento mineral e vitamínico (3%) e uréia (1%). Essas dietas foram fornecidas aos bovinos duas vezes ao dia (8 h e 16 h). Os animais foram confinados por um período de 95 dias, compreendendo 14 dias de adaptação e três períodos experimentais de 27 dias. Os bovinos foram pesados em jejum de sólidos de 16 horas no início do experimento e ao final de cada período de 27 dias. A avaliação do comportamento ingestivo ocorreu no último dia de cada período experimental por meio de observação visual dos animais a cada cinco minutos, por períodos integrais de 24 horas. Foram realizadas observações em quatro turnos: manhã (06:00 às 12:00), tarde (12:00 às 18:00), noite (18:00 às 00:00) e madrugada (00:00 às 06:00) para determinar o número de bolos ruminais, tempo de mastigação, tempo de alimentação, tempo de ruminação em pé, tempo de ruminação deitado, tempo de ócio em pé e tempo de ócio deitado. No período noturno o ambiente recebeu iluminação artificial, sendo que três dias anteriores à coleta de dados, os animais foram adaptados a essa luminosidade noturna. Houve diferença entre os tratamentos para o tempo de mastigação e para o número de bolos ruminais. Animais alimentados com a dieta contendo milho semidentado apresentaram maior tempo de mastigação e maior número de bolos ruminais, do que aqueles alimentados com dieta contendo milho duro, entretanto não diferiram daqueles que receberam milho semiduro na ração. Os tempos de mastigação e os números de bolos ruminais variaram com os períodos de observação (manhã, tarde, noite e madrugada), sendo maior no período da manhã e decrescente no período da tarde, noite e madrugada. Quanto às médias de tempo despendido para alimentação, ruminação e ócio, verificou-se que animais alimentados com ração contendo milho duro apresentaram maior tempo de alimentação do que aqueles recebendo ração com milho semiduro ou semidentado. Entre as demais variáveis (ruminação em pé, ruminação deitado, ócio em pé e ócio deitado) não houve diferença significativa entre os animais recebendo diferentes dietas. Pode-se concluir que animais alimentados com dietas contendo milho semidentado apresentam maior tempo de mastigação e maior número de bolos ruminais do que aqueles alimentados com milho duro. Animais alimentados com dietas contendo milho duro na ração concentrada apresentam maior tempo de alimentação do que aqueles recebendo dietas com milho semiduro ou semidentado. O tempo de mastigação e o número de bolos ruminais são maiores no período da manhã e decrescem no período da tarde, noite e madrugada.


Keywords


Alimentação; Concentrado; Ócio; Ruminação.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5433/1679-0359.2013v34n6Supl2p4203

Semina: Ciênc. Agrár.
Londrina - PR
E-ISSN 1679-0359
DOI: 10.5433/1679-0359
E-mail: semina.agrarias@uel.br
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